quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Língua nossa de cada dia

Cada lugar tem uma linguagem
Todo lugar tem uma mania
Todo falar reflete a cultura
A linguagem do povo é sua valia
São expressões populares
De lugar pra lugar varia

Apresento algumas expressões
Aproveitando a ocasião
Em que o assunto estudado
É a língua e sua variação
Alguns falares patoenses
Preste muita atenção

Se fulano “ta bateno berada”
É porque ta andando por aí
Se Maria ta “buchuda”
Uma criança vai parir
Se eu mando alguém “vazar”
Tô mandando ele sair

Tô “cagando e andando pra ele”
É porque não estou nem ligando
Se alguém me “engabelou”
É o mesmo que me “enrolando”
E quando eu falo: “a peda”
Alguém estou contrariando
Se chamo alguém de “boca aberta”
É o mesmo que “abestaiado”
É alguém que é muito tolo
Não sabe dá um recado

Se quero dizer que é feio
Digo: “eita, mas é moiado!”
Se quero dizer que é horrível
Digo: “feio, não, duente!”
Digo: “cara da Ieda”
Se a feiura é deprimente
É o “cão chupando manga”
Se for feio e pra frente
Se quero dizer que é gay
É só de “qualira” chamar
E até “pé de mirindiba”
Usa pra poder xingar
Alguém que é gay e rico
E não pode se mostrar

É uma coisa impressionante
O falar do brasileiro
Parece outro idioma
Mas o entendimento é ligeiro
Todo mundo se comunica
Sem precisar de roteiro
É a variação lingüística

É a cultura e seu jeito
Com os falares do povo
Não precisa preconceito
E “pófilo!”, isto é,
Tenho dito, tenho feito.

Autoria: Lúcia Braúna
Colaboração: Rogério Carvalho

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